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Repórter do Acre que viralizou é demitido por dizer que não recebia da TV

Portal de Rondônia

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Depois de estourar nacionalmente após reportagens em tons de humor, virar “meme”, conceder entrevistas a grandes colunistas renomados e ser elogiado por Sikeira Júnior, o repórter Marcos Dione foi demitido da Rede TV no Acre.

Marcos Dione anunciou a demissão na manhã desta segunda-feira (27) e, segundo ele, teria acontecido após ele publicar que não era remunerado pela emissora onde trabalhava, em Rio Branco.

Imagem: Reprodução/RedeTV

Marcos Dione, que na última sexta-feira (25) concedeu entrevista ao renomado colunista Léo Dias, afirma que não apenas foi dispensado como também foi criticado por seus ex-patrões.

“É verdade que depois que publiquei que não era remunerado fui dispensado!E ainda fui chamado de sujo, ingrato e mal caráter. Tá bom pra ti?”, questionou o repórter.

Marcos Dione se tornou um fenômeno nas redes sociais, sendo elogiado por nomes como Hugo Gloss, Léo Dias e Sikeira Júnior, após gravar matérias policiais com certo tom de humor e sem
esconder sua homossexualidade.

Nas ruas de sua cidade natal, Marcos também recebe o reconhecimento. “Eu moro em um bairro periférico de Rio Branco e, como não tenho transporte próprio, vou caminhando para a sede da TV, e no caminho as pessoas passam nos carros gritando, acenando e muita gente me para pra dizer que me segue, que gosta do meu trabalho. Não me sinto uma celebridade, mas é muito bom receber o carinho dos fãs”, diz.

Repórter do Acre que viralizou é demitido por dizer que não recebia da TV
Foto: Arquivo pessoal

“Logo quando comecei na TV, fui alvo de comentários pejorativos dos colegas jornalistas de outras emissoras. Meu patrão recebeu inúmeras mensagens de pessoas dizendo que eu estava fazendo o Acre passar vergonha, que eu estava baixando o nível da televisão acriana. Fiquei sabendo que um rapaz que trabalha na afiliada da RecordTV tentou zoar meu chefe dizendo que ele tinha um ‘repórter viadinho’ e que por isso não tinha moral. Mas não me importo nem um pouco com essas coisas. Desde criança que combato o preconceito com close e mais close. Se não gostam, vão ter que me engolir. Nunca precisei me vitimizar por conta de homofobia. Enquanto eles me atacam, eu faço o meu trabalho, conquisto o público e faço meu nome.”

Por Portal de Rondônia com informações de Folha do Acre

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