Internacional
“Não há negociações com os EUA”, diz alto funcionário do Irã sobre acordo
O Irã e os Estados Unidos continuam trocando mensagens por meio do Paquistão, disse uma fonte iraniana de alto escalão à agência de notícias Reuters nesta terça-feira (7), mas Teerã não demonstrará flexibilidade enquanto Washington continuar exigindo sua “rendição sob pressão”.
“Não há negociações com os EUA, que querem que o Irã se renda sob pressão”, declarou a autoridade.
A fonte iraniana, que pediu para não ser identificada, disse que o Catar transmitiu na segunda-feira (6) a mensagem de Teerã aos Estados Unidos e aos países da região de que, se Washington atacar as usinas nucleares do Irã, “toda a região e a Arábia Saudita ficarão completamente às escuras com os ataques retaliatórios do Irã”.
Ele também alertou que “se a situação sair do controle, os aliados do Irã também fecharão o Estreito de Bab el-Mandeb”.
O prazo final estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã feche um acordo e abra o Estreito de Ormuz — ou será fortemente bombardeado e enfrentará o “inferno” — está se esgotando.
Trump definiu as 20h (horário do leste dos EUA), 21h em Brasília, desta terça-feira (7) (3h30 da manhã de quarta-feira (8), horário de Teerã) como o prazo final para um acordo.
O presidente estabeleceu o prazo em uma publicação na rede Truth Social no domingo (5), após divulgar uma mensagem repleta de palavrões, renovando as ameaças de bombardear infraestruturas iranianas importantes caso Teerã não abra o Estreito de Ormuz – um ponto de estrangulamento crucial no comércio global de energia.
Falando novamente na segunda-feira (6), Trump afirmou que os EUA têm um plano segundo o qual todas as pontes e usinas de energia do Irã poderiam ser destruídas até a meia-noite desta terça-feira. “Quero dizer, demolição completa até meia-noite”, disse o líder americano.
Ele já havia ameaçado atingir outras infraestruturas iranianas, incluindo poços de petróleo e usinas de dessalinização de água.
Ameaça de Trump seria um crime de guerra?
Atacar infraestruturas civis críticas pode ser considerado um crime de guerra. Objetos indispensáveis à sobrevivência de uma população – incluindo estações de tratamento de água – são proibidos como alvos militares pelas Convenções de Genebra.
Fonte: CNN
