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Internacional

Fetiche sexual termina em morte e acompanhante é condenada por prática extrema

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Uma acompanhante foi condenada a quatro anos de prisão nos Estados Unidos após a morte de um cliente durante uma prática sexual de alto risco. O caso, ocorrido na Califórnia, voltou a chamar atenção para os perigos de determinadas atividades fetichistas que envolvem restrição da respiração, imobilização e outras formas extremas de submissão.

De acordo com informações apuradas pela equipe do Jornal Eletrônico Portal de Rondônia, a condenada, identificada como Michaela Rylaarsdam, admitiu culpa por homicídio culposo após a morte de Michael Dale, de 56 anos, durante um encontro realizado. Inicialmente acusada de homicídio, ela fechou um acordo judicial e recebeu pena de quatro anos de prisão. As investigações apontaram que a vítima morreu por asfixia durante uma sessão de fetiche envolvendo imobilização e materiais plásticos.

Segundo documentos do processo, o cliente havia pago mais de US$ 11 mil pelo encontro e solicitado diversas práticas fetichistas. Entretanto, os investigadores concluíram que a vítima permaneceu sem conseguir respirar adequadamente por vários minutos, o que provocou danos cerebrais irreversíveis e posteriormente a morte.

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Casos semelhantes preocupam especialistas

A tragédia reacendeu discussões sobre práticas conhecidas internacionalmente como “breath play”, “asphyxiophilia” ou jogos sexuais envolvendo privação parcial de oxigênio. Especialistas em medicina legal e segurança sexual alertam que esse tipo de atividade é considerado de alto risco, pois pequenas alterações na respiração podem provocar perda de consciência, lesões cerebrais permanentes e morte em poucos minutos.

Embora não existam estatísticas globais precisas, estudos internacionais apontam que dezenas de mortes relacionadas à asfixia sexual são registradas anualmente em diversos países. Muitos casos sequer entram nas estatísticas oficiais por serem inicialmente tratados como acidentes domésticos ou mortes sem causa aparente.

Alerta para práticas de risco

Profissionais da área de saúde e entidades voltadas à educação sexual reforçam que atividades envolvendo sufocamento, estrangulamento, sacos plásticos, fitas adesivas ou qualquer forma de restrição respiratória apresentam elevado potencial letal. Mesmo quando existe consentimento entre os participantes, não há forma totalmente segura de controlar os efeitos da falta de oxigênio sobre o cérebro e o coração.

O caso da Califórnia tornou-se um dos mais conhecidos dos últimos anos justamente por envolver uma prática previamente combinada entre adultos, mas que terminou de forma trágica. Para especialistas, o episódio serve como alerta sobre os riscos extremos associados a esse tipo de atividade.

A Justiça norte-americana entendeu que houve responsabilidade criminal pela morte da vítima, encerrando um processo que ganhou repercussão internacional e reacendeu o debate sobre os limites entre consentimento, segurança e responsabilidade em práticas sexuais de alto risco.

Fonte: Los Angeles Times

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