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Polícia Civil diz que aluno não aceitou ser rejeitado por professora assassinada em faculdade
A Polícia Civil de Rondônia apresentou, na manhã desta segunda-feira, novas atualizações sobre o assassinato da professora Juliana de Matos Lima Santiago, morta dentro de uma faculdade em Porto Velho na última sexta-feira (06/02). Juliana também atuava como escrivã da Polícia Civil. O crime foi cometido por um aluno do curso de Direito, que atacou a vítima a facadas.
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Durante a coletiva de imprensa, a Polícia Civil informou que as investigações descartaram versões apresentadas pelo acusado. Uma delas era a alegação de que ele mantinha um relacionamento amoroso com a professora e teria agido por ciúmes, após ela supostamente se afastar para retomar um casamento com o ex-marido. Segundo a polícia, essa hipótese foi totalmente desmentida.
De acordo com as apurações, a professora sempre impôs limites claros, mantendo uma relação estritamente profissional, restrita ao vínculo entre aluno e professor. A investigação aponta que Juliana deixou claro que não aceitava qualquer aproximação pessoal ou investidas que extrapolassem o ambiente acadêmico.
A Polícia Civil destacou que, até o momento, os elementos reunidos indicam que o acusado não soube lidar com a rejeição e teria agido por não aceitar que suas investidas não foram correspondidas, o que sustenta a principal linha investigativa do caso.
Outro ponto esclarecido durante a coletiva foi a informação de que o crime teria ocorrido por conta de uma reprovação acadêmica. Essa versão também foi descartada, já que o aluno não possuía histórico de notas baixas e não foi reprovado por diferença mínima, como chegou a ser divulgado.
Segundo a Polícia Civil, o caso é tratado como crime premeditado, e as investigações seguem em andamento para a completa confirmação dessa tese. O acusado foi preso em flagrante no dia do crime, teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia e permanece detido.
A corporação informou ainda que o inquérito policial deve ser concluído no prazo de até 10 dias, conforme prevê a legislação, com o objetivo de esclarecer todos os detalhes e responsabilidades relacionados ao crime.
Fonte: Portal de Rondônia
