Polícia
Defesa de Domingos Brazão diz ao STF que PGR não comprova motivação no caso Marielle
A defesa do conselheiro afastado do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Rio de Janeiro) Domingos Brazão afirmou nesta terça-feira (24), no STF (Supremo Tribunal Federal), que a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) não comprova a motivação atribuída ao assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
Durante sustentação oral na Primeira Turma da Corte, os advogados classificaram a acusação como “tenebrosa” e questionaram a tese de que a atuação parlamentar de Marielle, especialmente em temas ligados à regularização fundiária na zona oeste do Rio de Janeiro, teria provocado conflito suficiente para justificar o crime.
“Domingos Brazão jamais foi sequer citado como eventual grileiro, nunca houve provas de que ele era miliciano, testemunha diz que nunca viu Brazão se indispondo ou sendo agressivo de alguma forma’, afirmou o advogado Roberto Brzezinski.
Na denúncia apresentada ao STF, a PGR sustenta que Domingos Brazão e seu irmão, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, teriam sido os mandantes do crime, motivado por interesses ligados à atuação política da vereadora. A defesa nega envolvimento e afirma que a acusação constrói uma narrativa sem lastro probatório suficiente.
O julgamento
Os cinco acusados de serem mandantes do assassinato da vereadora e seu motorista Anderson Gomes começaram a ser julgados nesta terça, oito anos após o crime. Mais cedo, a PGR pediu a condenação por organização criminosa, duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio.
Respondem à ação penal o conselheiro afastado do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Rio de Janeiro), Domingos Brazão; o ex-deputado federal João Francisco Brazão, conhecido como Chiquinho Brazão; o delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa; o ex-policial militar Ronald Paulo de Alves, o Major Ronald; e o ex-assessor Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”.
Fonte: CNN
