Polícia
Operação da PF mira campo de futebol comprado com dinheiro do tráfico de drogas
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (FICCO/RO) deflagrou, nesta sexta-feira (21), a fase ostensiva da Operação Distribuidor, em Porto Velho. A ação mira integrantes de uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, associação para o tráfico, integração a organização criminosa e lavagem de capitais.
De acordo com informações apuradas pela equipe do Jornal Eletrônico Portal de Rondônia, as investigações abrangem fatos ocorridos entre 2022 e 2026 e buscam desarticular uma célula do grupo criminoso, além de atingir a estrutura financeira utilizada para ocultar e dissimular patrimônio supostamente proveniente de atividades ilícitas.
Segundo a FICCO/RO, a organização mantinha um sistema de arrecadação periódica junto a pontos de comercialização de drogas. A cobrança teria alcance além de Porto Velho, chegando também a municípios do interior de Rondônia.
A investigação identificou ainda um sistema próprio de controle das arrecadações. As análises financeiras e fiscais realizadas pelos órgãos de segurança apontaram movimentações consideradas incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.
Também foram identificados bens que não teriam sido declarados às autoridades fiscais. Para os investigadores, o conjunto de informações levantadas aponta para a utilização de mecanismos destinados à ocultação e dissimulação de patrimônio, o que pode caracterizar lavagem de capitais.
Campo de futebol entre os bens sequestrados
Como parte das medidas determinadas pela Justiça, foram sequestrados cinco imóveis relacionados aos investigados. Entre os bens está um campo de futebol society.
Segundo o que foi apurado durante a investigação, a aquisição do campo teria sido custeada com recursos provenientes do tráfico de drogas. O imóvel passou a ser alvo da medida judicial de sequestro justamente por sua possível vinculação ao patrimônio investigado.
Além dos cinco imóveis, a decisão judicial determinou o bloqueio de ativos financeiros, a restrição de circulação e transferência de três veículos e a indisponibilidade de outros bens imóveis registrados em nome dos investigados.
As medidas patrimoniais foram determinadas com o objetivo de atingir os recursos e bens supostamente vinculados às atividades criminosas e promover a descapitalização da organização investigada.
O limite individualizado das medidas é de aproximadamente R$ 6,8 milhões por pessoa física ou jurídica.
Prisão e mandados de busca
Durante a operação, foi cumprido um mandado de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão domiciliar. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho, do Tribunal de Justiça de Rondônia.
A operação reúne esforços de diferentes forças de segurança que integram a FICCO/RO, com atuação voltada à identificação dos integrantes da organização criminosa, à coleta de provas e à descapitalização da estrutura financeira do grupo.
As investigações também buscam esclarecer a extensão da atuação da organização criminosa e identificar outros possíveis envolvidos e bens relacionados às atividades investigadas.
Denúncias
A FICCO/RO reforça a importância da participação da população no combate ao crime organizado. Informações sobre atividades criminosas podem ser encaminhadas pelo Disque 197, da Polícia Civil, com garantia de sigilo da identidade do denunciante.
A FICCO/RO é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Penal Estadual, Polícia Militar e Polícia Penal Federal (SENAPPEN).
A atuação integrada das instituições busca combater organizações criminosas em Rondônia, atingindo não apenas seus integrantes, mas também as estruturas financeiras e patrimoniais utilizadas para sustentar as atividades ilícitas.


Fonte: Portal de Rondônia
